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O Brasil vive hoje um momento de intenso interesse pelo
gênero choro. A partir de um movimento
espontâneo surgido na Lapa, no final dos anos
90, toda uma geração de instrumentistas
passou a se interessar, novos bares e casas noturnas
abriram espaço e escolas de música inteiramente
dedicadas ao gênero surgiram. Poderíamos
citar a Escola Portátil de Música, surgida
no Rio de Janeiro por iniciativa de Luciana Rabello
e Mauricio Carrilho, e a Oficina de Chorinho do Santander
Cultural, em Porto Alegre, ministrada por Luiz Machado,
como exemplos deste verdadeiro boom que o gênero
vive hoje.
Foi justamente na Oficina de Chorinho do Santander Cultural
que surgiu esta dupla de instrumentistas que, apesar
da pouca idade, toca como gente grande e vêm espantando
os críticos musicais ao aliar virtuosismo e sensibilidade,
produzindo um trabalho que se junta ao que de melhor
se faz hoje na música instrumental brasileira.
Gêneros como o choro, o samba, o baião,
o maxixe e até o regional gaúcho desfilam
pelas cordas do bandolim de PEDRO FRANCO e do violão
de MAX DOS SANTOS, em músicas próprias
e arranjos criados pela dupla para clássicos
da música brasileira como “Na Baixa do
Sapateiro”.
Pelotas é uma cidade que tem a tradição
do choro, basta lembrar o Bar Liberdade com o lendário
Avendano Jr e seu Regional, referência absoluta
para quem queira estudar o gênero no Rio Grande
do Sul, e mais recentemente o grupo Sovaco de Cobra
que está lançando cd e consolidando a
linguagem , sendo assim o público de Pelotas
não pode deixar de assistir esses nomes que em
pouco tempo já são significativos pra
trajetória do choro no sul e com projeção
para o restante do Brasil.
PEDRO FRANCO é natural de Porto Alegre e nasceu
em 1991. Estudou teoria e pratica instrumental na Escola
de Música da OSPA, de 2003 à 2007 e na
Academia Teclas e Cordas, de 2004 à 2007. Participou
de vários grupos, como Entrando de Solo, Matriz
do Samba (com quem gravou o cd “Histórias
do Samba”, para a Cia Zaffari), Isto é
Nosso, Grupo de Samba Feijoada Completa e Pedro Franco
Quarteto. Multi- instrumentista, toca cavaquinho, bandolim
de 8 e 10 cordas, violão de 6 e 7 cordas, além
de compor e fazer arranjos, tendo atuado ao lado de
nomes como Luciana Rabello, Rogério Caetano,
Maurício Carrilho e Naylor Provete, entre outros.
MAX DOS SANTOS é natural de Porto Alegre e
nasceu em 1990, tendo estudado na Academia Teclas e
Cordas, de 2003 à 2007. Integra os grupos Bem
Brasil e Gafieira Ziriguidum, tendo participado de vários
eventos ao lado de grandes nomes do choro local, como
Plauto Cruz.
Este show no Conservatório da UFPel será
o lançamento de um trabalho que, certamente,
em pouco tempo, alcançará também
os principais palcos do país e do mundo, devido
a intensa musicalidade e virtuosidade destes dois jovens
instrumentistas.
Imagem dos músicos
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